A predestinada Regina Duarte tem no nome o título de Rainha das Artes!!! E assim será!
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Cabendo sob medida em um Governo sério, Regina, equilibrada e benquista, chega no momento certo. Vem disposta à pacificação e à renovação da área cultural, tão distorcida em nosso país, nos últimos anos, pelas patrulhas ideológicas e pela chantagem de um mecenato corruptor, implementado por meio da Lei Rouanet, de propósitos tão nobres e práticas ultimamente tão vis...
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Conheci Regina Duarte nos anos 70, em reuniões de pais e mães no Colégio Veiga de Almeida, em que nossas filhas estudavam. No auge de sua carreira artística Regina mantinha um comportamento discreto, sem qualquer sinal de estrelismo. Suas intervenções eram sempre inteligentes e sensatas.
Morávamos em casas próximas e tínhamos uma amiga comum: a atriz Lídia Matos, que trabalhava comigo no MOBRAL, exatamente fazendo a ligação do Programa Cultural da instituição com o meio artístico. Como resultado dessa coincidência, Regina conheceu o MOBRAL e posteriormente seu pai doou-nos os direitos de um livro de sua autoria, muito adequado para leitura continuada de nossos alunos e ex-alunos nos 3.150 Postos Culturais que mantínhamos nos municípios.
Quando saí do MOBRAL nosso contacto cessou. Mas não cessou minha admiração pela estrela de primeira grandeza que seguiu sendo sucesso de nossa televisão.
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A missão de Regina Duarte não será fácil e todos brasileiros de boa vontade devem torcer pela sua gestão e quando possível dar-lhe sua contribuição.
De minha parte, considerando que o Governo, de um modo geral, luta contra a escassez de dinheiro e que a Secretaria de Cultura não escapará dessa regra, daria a Regina Duarte a sugestão de investir na nossa cultura popular, a qual é riquíssima mas geralmente esquecida pelo mecenato governamental.
Baseio-me na experiência que vivi no MOBRAL. Mais especificamente no seu Programa Cultural.
Investir na cultura popular é barato e permite ir fundo nas raízes da nacionalidade e na alma de nosso povo, tão criativo e capaz de produzir o que de mais genuíno podemos mostrar ao mundo.
O lema do MOBRAL CULTURAL, criado em 1973, era elucidativo:
"CULTURA É A PASSAGEM DO HOMEM PELO MUNDO, ELE MESMO, SUA SOMBRA, SEU RASTRO, SEU ECO"
Para nós, que dirigíamos um grande projeto de educação continuada a partir da alfabetização, colocado democraticamente à disposição da população mais carente do país - o que era inédito mundialmente - interessava-nos dar voz àqueles que eram sufocados pela falta de oportunidades. E assim fizemos...
Nossos 3.150 Postos Culturais, mantidos voluntariamente pelas comunidades, estavam abertos à criatividade daquela gente simples: havia material para artesanato, instrumentos musicais, uma pinacoteca de reproduções clássicas e livros, muitos livros... Periodicamente, uma de nossas unidades móveis (as Mobraltecas, projeto dos designers Verschleisser e Visconti, formados na ESDI) parava no Município durante três dias, apresentava filmes, vídeos (todas tinham videocassetes importados, que ainda não eram comuns no Brasil) e - ponto alto do roteiro - chamava para seu palco a comunidade local: artes cênicas de grupos teatrais amadores, conjuntos folclóricos, cantores, mímicos etc etc faziam suas apresentações. Muitas vezes era a primeira oportunidade de suas vidas... E muitas vezes era o início de um longo e bem sucedido percurso na trajetória "cultura-profissão".
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Cabendo sob medida em um Governo sério, Regina, equilibrada e benquista, chega no momento certo. Vem disposta à pacificação e à renovação da área cultural, tão distorcida em nosso país, nos últimos anos, pelas patrulhas ideológicas e pela chantagem de um mecenato corruptor, implementado por meio da Lei Rouanet, de propósitos tão nobres e práticas ultimamente tão vis...
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Conheci Regina Duarte nos anos 70, em reuniões de pais e mães no Colégio Veiga de Almeida, em que nossas filhas estudavam. No auge de sua carreira artística Regina mantinha um comportamento discreto, sem qualquer sinal de estrelismo. Suas intervenções eram sempre inteligentes e sensatas.
Morávamos em casas próximas e tínhamos uma amiga comum: a atriz Lídia Matos, que trabalhava comigo no MOBRAL, exatamente fazendo a ligação do Programa Cultural da instituição com o meio artístico. Como resultado dessa coincidência, Regina conheceu o MOBRAL e posteriormente seu pai doou-nos os direitos de um livro de sua autoria, muito adequado para leitura continuada de nossos alunos e ex-alunos nos 3.150 Postos Culturais que mantínhamos nos municípios.
Quando saí do MOBRAL nosso contacto cessou. Mas não cessou minha admiração pela estrela de primeira grandeza que seguiu sendo sucesso de nossa televisão.
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A missão de Regina Duarte não será fácil e todos brasileiros de boa vontade devem torcer pela sua gestão e quando possível dar-lhe sua contribuição.
De minha parte, considerando que o Governo, de um modo geral, luta contra a escassez de dinheiro e que a Secretaria de Cultura não escapará dessa regra, daria a Regina Duarte a sugestão de investir na nossa cultura popular, a qual é riquíssima mas geralmente esquecida pelo mecenato governamental.
Baseio-me na experiência que vivi no MOBRAL. Mais especificamente no seu Programa Cultural.
Investir na cultura popular é barato e permite ir fundo nas raízes da nacionalidade e na alma de nosso povo, tão criativo e capaz de produzir o que de mais genuíno podemos mostrar ao mundo.
O lema do MOBRAL CULTURAL, criado em 1973, era elucidativo:
"CULTURA É A PASSAGEM DO HOMEM PELO MUNDO, ELE MESMO, SUA SOMBRA, SEU RASTRO, SEU ECO"
Para nós, que dirigíamos um grande projeto de educação continuada a partir da alfabetização, colocado democraticamente à disposição da população mais carente do país - o que era inédito mundialmente - interessava-nos dar voz àqueles que eram sufocados pela falta de oportunidades. E assim fizemos...
Nossos 3.150 Postos Culturais, mantidos voluntariamente pelas comunidades, estavam abertos à criatividade daquela gente simples: havia material para artesanato, instrumentos musicais, uma pinacoteca de reproduções clássicas e livros, muitos livros... Periodicamente, uma de nossas unidades móveis (as Mobraltecas, projeto dos designers Verschleisser e Visconti, formados na ESDI) parava no Município durante três dias, apresentava filmes, vídeos (todas tinham videocassetes importados, que ainda não eram comuns no Brasil) e - ponto alto do roteiro - chamava para seu palco a comunidade local: artes cênicas de grupos teatrais amadores, conjuntos folclóricos, cantores, mímicos etc etc faziam suas apresentações. Muitas vezes era a primeira oportunidade de suas vidas... E muitas vezes era o início de um longo e bem sucedido percurso na trajetória "cultura-profissão".
Mais uma excelente reflexão !!!
ResponderExcluirQue ela consiga desenvolver projetos importantes para o setor cultural de nosso país.
Pretendo complementar o texto lembrando as unidades móveis que percorriam o Brasil e ficavam 3 dias em cada município, dando oportunidade ao povo simples para mostrar seu talento na música, artesanato, folclore etc.
ExcluirMuitos e muitos projetos maravilhosos faziam a alegria e proporcionaram oportunidades à pessoas simples dos mais distantes municípios de nosso país.
ResponderExcluirVerdade! E tudo isso foi jogado fora no Governo Figueiredo. Até hoje as pessoas buscam
Excluirentender porque o MOBRAL foi esvaziado e depois transformado em um órgão subordinado
ao MEC - um cemitério de boas intenções.
Olá, tudo bem!! Espero que retorne com as postagens!!
ResponderExcluirAbraços
Ubiratan Lopes Correa